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O que perguntar antes de contratar um advogado?



Contratar um advogado é uma decisão importante, seja para resolver um conflito, prevenir problemas futuros ou simplesmente garantir que está a tomar decisões bem informadas. No entanto, muitas pessoas avançam sem fazer as perguntas certas e acabam por ter surpresas desagradáveis, especialmente em relação a custos, prazos e resultados esperados. Para evitar dores de cabeça, existem algumas questões essenciais que deve colocar antes de assinar qualquer contrato de prestação de serviços jurídicos.

A primeira pergunta, e provavelmente a mais comum, é: quanto custa um advogado? Apesar de parecer direta, a resposta pode variar bastante conforme o tipo de processo, a complexidade do caso e o tempo estimado de trabalho. É importante esclarecer se o valor é cobrado à hora, por tarefa, ou se existe um valor fixo pelo acompanhamento completo do processo. Além disso, deve perguntar se há custos adicionais envolvidos, como taxas judiciais, deslocações, certidões, registos ou pagamento a outros profissionais. Um bom advogado será transparente desde o início e explicará claramente o que está incluído e o que poderá surgir mais tarde.

Outra questão fundamental é saber se o advogado tem experiência específica na área do seu problema. O Direito é vasto, e um profissional pode ser excelente em Direito Penal, mas não ser o mais indicado para um assunto empresarial ou imobiliário. Pergunte quantos casos semelhantes já acompanhou e quais foram os resultados mais comuns. Não se trata de exigir garantias, porque nenhum advogado pode prometer vitórias, mas sim de perceber se ele domina a área e conhece bem os procedimentos e obstáculos habituais.

Também é importante perguntar qual é a estratégia prevista para o seu caso. Muitas pessoas assumem que o advogado irá “tratar de tudo”, mas nem sempre há uma única solução possível. Pergunte quais são as opções disponíveis, quais os riscos associados a cada uma e qual é o caminho mais aconselhável. Esta conversa ajuda a definir expectativas realistas e evita frustrações mais tarde.

A comunicação é outro ponto frequentemente ignorado. Antes de contratar, pergunte como será feito o acompanhamento: terá atualizações regulares? O contacto será direto com o advogado ou através de um assistente? Qual é o tempo médio de resposta? Ter clareza sobre este tema evita ansiedade e sensação de abandono, algo muito comum em processos mais longos.

Se procura um advogado no Porto, também vale a pena perguntar se o profissional está habituado a lidar com tribunais e entidades locais. Embora o Direito seja nacional, conhecer o funcionamento prático de determinadas conservatórias, câmaras municipais e procedimentos pode ser uma vantagem, especialmente em casos de imóveis ou contratos.

Outro ponto essencial é perguntar sobre prazos. Um processo judicial pode demorar meses ou anos, dependendo do tipo de ação e da resposta da outra parte. O advogado deve explicar quanto tempo poderá demorar e quais são os fatores que podem atrasar ou acelerar o processo. Mesmo que não exista certeza absoluta, um profissional experiente consegue dar uma estimativa realista.

Por fim, peça sempre que tudo fique por escrito. Contratos de honorários, condições de pagamento, fases do processo e responsabilidades devem estar documentadas. Isto protege ambas as partes e evita mal-entendidos.

Quando o assunto envolve imóveis, como compra e venda de casas, contratos de arrendamento, heranças, partilhas ou problemas com construtoras, contratar um advogado especializado em Direito Imobiliário pode fazer toda a diferença. Este profissional ajuda a analisar documentos, identificar riscos escondidos, garantir que o contrato está bem estruturado e evitar problemas futuros com registos, dívidas ou cláusulas abusivas. Muitas vezes, um pequeno detalhe ignorado pode custar milhares de euros. Um advogado imobiliário é, portanto, um investimento em segurança e tranquilidade.

Em resumo, antes de contratar um advogado, faça perguntas claras sobre custos, experiência, estratégia, comunicação e prazos. Estas respostas vão ajudá-lo a escolher o profissional certo e a evitar surpresas desagradáveis. Afinal, contratar apoio jurídico deve ser uma decisão consciente e bem planeada, e não um salto no escuro.


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